***22 anos de Magistério****

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O ponto de rococó


            Na minha adolescência tentei aprender a arte do bordado. Mas depois de três anos consecutivo a professora viu que eu não tinha vocação para tal e assim desistiu de me ensinar.
            Na noite de hoje sentindo a angustia, a saudade e a tristeza que queimava minha alma e meu coração, pude ter a graça de comparar este capítulo da minha vida com um ponto de rococó.
            Do meu ponto de vista este é um dos pontos de bordado mais difíceis de aprender, porém depois de feito se torna um dos mais bonitos. Apenas explicando um pouco pra quem desconhece esta arte, este ponto se faz enrolando a linha sobre a agulha várias vezes e em seguida puxa-se a agulha com uma linha presa em sua ponta. O segredo está justamente ai, no puxar da agulha, pois exige-se toda uma técnica, técnica essa que não consegui aprender, mas que quando realizado com perfeição torna-se uma maravilhosa obra de arte.
            Então, nas tentativas sem êxitos, quebrei várias agulhas, sem falar das furadas que levei em meus dedos, isso quando a linha não enrolava toda virando um nó cego e por fim se partindo. Era o que geralmente acontecia (risos).
            Hoje comparei certa situação que vivi como a produção deste ponto. Vi minha vida se enrolando, mas na hora de puxar a agulha eu, como sempre, puxava de modo errado fazendo vários nós em minha mente e o pior, elem de me furar, furei também pessoas que fazem parte do meu ciclo familiar, as quais amo muito.
            O mundo e suas conseqüências já nos mostra uma vida louca e ainda teimamos a dar nós como ponto final em uma situação que ainda não é o fim, e em seguida ainda insistimos em seguir dessa forma, deixando a vida nos levar, e dessa forma acabamos fazendo um “não sei...”. Essa era a resposta que eu dava a professora quando ia mostrar meu ponto de rococó. A mesma perguntava o que é isso menina? E eu falava: “não sei”! Daí ela tentava desmanchar todos aqueles nós, e quando não conseguia os cortava com uma tesoura, e eu tinha que começar tudo outra vez.
            Muitas vezes nossa vida é como o produzir um ponto de rococó, onde em diversas situações enrolamos e enrolamos e na hora de puxarmos a agulha, damos nós, quebramos e enfim não atingimos nossos objetivos.
            Sabemos que errar faz parte da trajetória humana, mas o erro maior é aquele que vê sua vida cheia de nós e mesmo assim insiste em prosseguir, e lá na frente acaba como já expus, quebrando a própria agulha, ferindo a si e aos outros.
            Quando isso acontece o melhor mesmo é parar, refletir, aceitar que errou e acima de tudo ter a humildade pra recomeçar quantas vezes for necessário. Nem sempre o mais importante é a chegada ao pódio e sim o caminho percorrido, pois como diz uma grande amiga minha: “nossa vida é cíclica”, e todos os dias temos uma nova oportunidade pra recomeçarmos até aprendermos a fazer perfeitamente esta obra artesanal que aqui chamo de “vida”, onde o professor tem toda a paciência do mundo pra nos ensinar quantas vezes for necessário, até que possamos bordá-la da melhor e mais bonita forma possível. Deus é o professor e nós somos os eternos aprendentes...
            Muito obrigado!!!!!

Natália Costa
Juripiranga, 04 de abril de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como elaborar um Projeto Pedagógico





1. Como fazer um projeto? Tema do Projeto – a questão apresentada pelo educador, pode não ser um problema para o aluno, por isso podemos permitir que os alunos definam os temas, que formulem problemas e coloquem o pensamento em funcionamento pela necessidade de entendê-lo melhor e alcançar soluções. 
• Trabalho em grupo – é enriquecedor, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo (uma rede), de acordo com seu interesse, trocando idéias, discussões, ou melhor um processo de construção de cooperação.

2. Como fazer um projeto? Tema do Projeto definido por: alunos professores comunidade. Explorar uma questão; Definir os problemas; Soluções.

3. Como fazer um projeto? trabalhar em grupos enriquece o trabalho; Contribuição criativa; Troca de idéias e discussões.

4. Projeto: Nome/Título 
• Justificativa (por que?)
 
• Objetivos (necessidades a alcançar)
 
• Atividades (o que fazer?)
 
• Estratégias (como fazer?)
 
• Acompanhamento (direcionamento)
 
• Avaliação (estímulo).

5. Como fazer um projeto? Acompanhamento do Projeto 
• Avaliação do processo de desenvolvimento do aluno durante a realização do projeto.
 
• Perguntar.
 
• Contra-argumentar
 
• Orientar sem fornecer soluções.

6. Uso de mídias e tecnologia 
•internet, jornais, rádio, tv, máquina fotográfica, filmadora etc.
 
•Pastas e sub-pastas; grupos; apresentação; outras ferramentas(power point,word, paint, porta USB, etc.)

7. Outras atividades paralelas: 
• Show de talentos
 
• Exposição de desenhos
 
•Exposição de fotos
 
•Desfile de modas
 
•Painel de poesia
 
•Jogral
 
•Leitura de textos (Art. da Constituição Federal, Passagens históricas, etc.)
 
•Teatro.

DICAS:
- Estar sempre interagindo com os alunos;
- Dinamizar ao máximo as atividades;
- Avaliar cada tarefa, sem deixar que as atividades se acumulem muito;
 
- Incentivar a participação dos professores e dos alunos em todas as fases do projeto;
- Ler sempre sobre o assunto;
 
- Explicar detalhadamente cada atividade;
 
- Se colocar sempre a disposição para eventuais dúvidas;
 
- Acompanhar sistematicamente o desenvolvimento do projeto.

Verbos adequados à formulação de objetivos

IDENTIFICAÇÃO
DESCRIÇÃO
COMPARAÇÃO
Identificar
Descrever
Comparar
Reconhecer
Caracterizar
Diferenciar
Denominar
Expor
Contrastar
Apontar
Narrar
Relacionar
Indicar
Traçar
Confrontar
Designar
Contar
Igualar
Intitular
Listar
Discernir
Mostrar
Relatar
Separar
Rotular
Imitar
Nivelar
Assinalar
Apresentar
Discriminar
Mencionar
Enumerar
Ligar
Evocar

Excluir/incluir
Determinar

Traçar paralelo
Refletir/citar





CLASSIFICAÇÃO
CONCLUSÃO
APLICAÇÃO
Classificar
Concluir
Aplicar
Escolher
Deduzir
Empregar
Ordenar
Decidir
Utilizar
Numerar
Justificar
Construir
Separar
Resumir
Praticar
Selecionar
Criticar/julgar
Efetuar
Distinguir
Analisar
Executar
Agrupar/reagrupar
Apreciar
Efetivar
Categorizar
Examinar
Criar
Colecionar
Conceituar
Elaborar
Dividir
Definir
Confeccionar
Subdividir
Generalizar
Explicar
Qualificar

Inventar




domingo, 22 de janeiro de 2012

Quando Estiverdes no Meio de Crianças, Faça-se uma Delas.

Segundo o Dicionário Aurélio o termo psicomotrocidade é definido como a capacidade de determinar e coordenar mentalmente os movimentos corporais, a atividade ou conjunto de funções psicomotoras, ou seja, atividades mentais que coordena movimentos corporais. A Professora Rosângela Pires dos Santos ainda define como a relação ente o pensamento e a ação, envolvendo a emoção. De meu ponto de vista tudo o quanto se envolve emoções é difícil e ao mesmo tempo preciso de ser trabalhado. A mesma ainda afirma que a atividade física é de fundamental importância não somente para o corpo, mas para a mente e a emotividade. O Professor Ricardo C. S. Alves nos diz que este é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. A mesma está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. (S.B.P 1999).
Iniciei com estas definições a fim de que nós, pais e educadores, possamos entender que as crianças de hoje precisam ser crianças e assim desenvolver de forma sadia sua psicomotrocidade. Mas ao contrário, muitos pais e educadores, têm matado e quando não, aprisionado a infância de nossas crianças. Podemos perceber facilmente quando algumas crianças apresentam sua infância aprisionada. Quer um exemplo disso? Basta apenas você se reduzir a elas, não falo na altura, mas na emoção. Quando você estiver perto de uma criança, seja também uma criança e verás acontecer o que até aqui escrevi. Quer ser um educador ou um pai nota 10? Torne-se uma criança no meio das crianças, a fim de estas sejam elas mesmas, sejam crianças de verdade, que brincam, que riem e falam qualquer coisa sem medo. Adultos, permitam que as crianças sejam crianças no meio de vocês. Permitam que elas usem sua criatividade, que sejam livres pra expressar seus pensamentos, suas perguntas, medos e duvidas... Permitam que elas mesmas descubram o mundo que as rodeiam isso contribuirá e muito para seu desenvolvimento psicomotor.
Outro ponto que imprescindível é a presenças dos pais e professores nas brincadeiras das crianças, não apenas de longe como um vigia, mas participando ativamente de suas brincadeiras, dividindo risos e descobertas. Isso é muito importante na construção do eu enquanto criança, o qual será reflexo de sua personalidade na fase adulta.
É triste ver que pais gastam dinheiro comprando computadores, brinquedos eletrônicos... Jogam as crianças na frente de uma televisão ou de um computador, enquanto estão ocupados com outros afazeres. Mas se as mesmas estão quietinhas e entretidas, está tudo bem. Mas não percebem que dessa forma as crianças estão crescendo órfãs de pais e mães vivos.
Isso sem falar que pra nós adultos, quando quebramos nosso orgulho diante de uma brincadeira de criança sentimos uma sensação incrível. Faça o teste. Para um minuto do seu dia, um minuto da sua aula pra brincar com seu filho ou seu educando. E os dois aprenderão juntos. E o aprender será mais prazeroso e assim mais significativo na vida dessas crianças. São momentos mágicos pra elas. E que ficam gravados para sempre no palco de sua mente. Trabalho indiretamente com um grupo de mais ou menos 100 crianças, com faixa etária entre 07 e 13 anos, onde os educadores das mesmas não conseguiram colocar em pratica esta técnica. Então quando apareço é uma festa que elas fazem. E brincamos juntas. Aprendemos juntas. Gente é muito bom para nossa alma, para nosso espírito, sair um pouco da frente da tela de um computador, daquelas reuniões formais e ir brincar de brincadeira simples como amarelinha, pula corda, pega-pega. Brincar de boneca, onde podemos trabalhar o relacionamento entre mãe e filho. É muito bom correr e eles correrem atrás de você e no final dar-lhe um abraço. Não há dinheiro no mundo que pague tal sentimento tão harmonioso que atende a uma inclinação vital, onde pais e filhos, educandos e educadores crescem juntos. E assim quero terminar dizendo que não tem idade que lhe permita voltar a ser criança, pois tenho um avô com quase 90 anos que se faz criança pra brincar de escolinha com minha prima de 06 anos.
Natália Costa
netchinha@hotmail.com
Juripiranga, 18 de janeiro de 2012

Referências Bibliográficas

• Mini Aurélio. 6ª edição revista e atualizada. O dicionário da Língua Portuguesa. Editora Positivo;
• PSICOMOTRICIDADE, Prof. Ricardo C. S. Alves. RJ, 2007;
• CoursePack i@ditora.Profª. Rosângela Pires dos Santos.

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