***22 anos de Magistério****

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sábado, 2 de agosto de 2014

Ivan Cruz


PROJETO BRINCADEIRAS DE CRIANÇA


Este projeto foi realizado com crianças entre 3 e 4 anos do nível II, na instituição onde trabalho. Resolvi compartilhar pois, além de um rico material para o trabalho com a linguagem artística, também e principalmente, visa resgatar a importância da brincadeira para a primeira infância. Assim, compartilharei aqui algumas fotos, ilustrações feitas pelas crianças, além de uma parte do projeto desenvolvido.

Quero de imediato agradecer ao artista plástico Ivan Cruz e sua filha Ludmila Guerra, pela participação durante o desenvolvimento do projeto, através do envio da música e de um vídeo produzido pelo artista. Aproveito para deixar aqui o site onde podemos encontrar as obras e diversos materiais de Ivan Cruz:www.brincadeirasdecrianca.com.br .

PROJETO BRINCADEIRAS DE CRIANÇA
Profª Maria Mara M. Rodrigues 

I – APRESENTAÇÃO

O Projeto “Brincadeiras de Criança” será desenvolvido no Centro de Educação Infantil XXXXXX, localizado na cidade de Campo Grande-MS.
Com início previsto para a segunda quinzena de fevereiro, o referido projeto terá como público alvo as crianças de 3 e 4 anos de idade, matriculadas nesta instituição de educação infantil.


II – JUSTIFICATIVA

Atualmente, ao falarmos de criança logo nos vêm à mente a palavra BRINCAR. Isto porque, sabemos que é através das brincadeiras que a criança entra no mundo dos adultos, não de forma imediata, mas simbólica, amadurecendo assim seu pensamento, seus movimentos, sua interação com os objetos e com o meio em que vive.
Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato da criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons, e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação.
Propor às crianças um jeito diferente de brincar, resgatando, conhecendo e valorizando brincadeiras infantis antigas possibilitando momentos que desenvolvam suas habilidades cognitivas, seu potencial de reflexão e de construção do conhecimento, é de fundamental importância, pois é com o lúdico que ela experimenta a vida, resolve problemas e desenvolve a sua socialização.
Neste sentido, o presente projeto ganha força, pois busca resgatar a importância das brincadeiras, utilizando para este fim o trabalho com obras do artista plástico Ivan Cruz, que expressa através de pinturas, as brincadeiras que vivenciou em seus momentos de infância. Suas obras servirão como convite para novas brincadeiras a serem desenvolvidas na instituição.


III – OBJETIVOS:
  O objetivo principal do projeto é valorizar o gosto pelo brincar, mergulhando na magia dos brinquedos e brincadeiras de antigamente. Essa viagem, certamente, trará momentos agradáveis de diversão e de alegria. Além disto, outros grandes objetivos nortearão este projeto, sendo eles:
  •   Desenvolver a expressão oral e corporal, a coordenação motora, a percepção auditiva e visual da criança;
  •  Reconhecer a importância dos brinquedos e brincadeiras, como elementos da cultura local;
  •  Promover a socialização e interação afetiva entre as crianças;
  •  Incentivar a vivência de valores como: cooperação, respeito, justiça, solidariedade, auto-estima;
  •  Reforçar a importância do brincar;
  •  Explorar movimentos com o corpo, promovendo o desenvolvimento da motricidade ampla, equilíbrio e lateralidade;  
  • Conhecer a biografia do artista Ivan Cruz e algumas de suas obras de arte;
   IV – DESENVOLVIMENTO

O projeto será norteado pelas obras do artista plástico Ivan Cruz, onde serão apresentados às crianças alguns trabalhos que fazem parte da série “Brincadeiras de Criança”, em que, como o próprio tema sugere, o artista retrata através de pinturas, diversas brincadeiras infantis.
O trabalho será desenvolvido da seguinte forma:
  • Organização do planejamento, garantindo um horário específico na semana, para que seja desenvolvido o projeto;
  • Roda de conversa e apreciação, visando conhecer o artista plástico e suas obras;
  • Organização de espaço e tempo para a realização das brincadeiras;
  • Releitura das obras de arte;
  • Momentos de diálogo, onde as crianças poderão expressar suas opiniões acerca das brincadeiras realizadas;
  • Registro fotográfico das vivências do projeto, etc.
  • Manter um diálogo com o artista, através de cartas e e-mails, visando a aproximação das crianças com o mesmo.
V - AVALIAÇÃO
A avaliação visará entender o processo de cada criança e a significação que cada brincadeira comporta. A observação do grupo, além de diária e constante, deverá fazer parte de uma atitude sistemática do professor dentro do seu espaço de trabalho.
Portanto, a avaliação ocorrerá no decorrer do projeto, buscando identificar se os objetivos traçados foram alcançados.



VI – CULMINÂNCIA
 O encerramento do projeto está previsto para a semana do brincar, que ocorrerá no final do mês de maio do corrente ano.
Na oportunidade, serão expostos os trabalhos desenvolvidos durante o projeto, bem como os registros fotográficos das brincadeiras vivenciadas pelas crianças, através da organização de uma exposição de arte.

VII - REFERÊNCIAS

Sites consultados:


domingo, 19 de julho de 2009

Tarsila AMARAL

BIOGRAFIA

Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em razão da imensa fortuna que acumulou abrindo fazendas no interior de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.

Estuda em São Paulo no Colégio Sion e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos. Casa-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce. Separa-se dele e começa a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Posteriormente estuda desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920 embarca para a Europa objetivando ingressar na Académie Julian em Paris. Frequenta também o ateliê de Émile Renard. Em 1922 tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. Nessa época começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos.

Volta à Europa em 1923 e tem contato com os modernistas que lá se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suiço que visita o Brasil em 1924. Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros. Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. Separa-se de Oswald em 1930.

Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados.

Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

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